Atenção, amantes da boa música! O grande Renato Teixeira, comemorando seus 80 anos de vida, está fazendo uma turnê especialíssima e vai passar por Recife no dia 31 de maio. A apresentação vai acontecer no Teatro RioMar Recife, a partir das 20h.
Com a alma jovial e a paixão de um garoto pela música, Renato Teixeira falou sobre essa nova fase e a alegria de levar sua arte de cidade em cidade, compartilhando histórias e sentindo o calor do público. E quando a plateia canta junto “Romaria”, “Tocando em Frente”, “Frete”, “Amanheceu Peguei a Viola”… como é que envelhece? O tempo pode até mudar a aparência, mas a música e a conexão com o público renovam tudo. E chegando aos 80, ele sente que a idade é só mais história pra contar.
No repertório desse show imperdível, a gente vai poder curtir os grandes sucessos que marcaram seus mais de 50 anos de carreira e os mais de 20 discos lançados. Além das músicas que o próprio Renato mencionou, outras como “Amora” e “Cuitelinho” também vão embalar a noite. E pra deixar tudo ainda mais especial, esse ícone da música caipira vai estar no palco acompanhado por um quinteto de músicos talentosos, com violão, guitarra, baixo, bateria e flauta. Preparem-se para uma noite emocionante!
Os ingressos para o show de Renato Teixeira no Teatro RioMar custam a partir de R$ 110 e já estão à venda na bilheteria do teatro e no site Uhuu.
RENATO TEIXEIRA POR RENATO TEIXEIRA – “Passei a infância em Ubatuba e a adolescência no interior do Estado de São Paulo. Das atividades familiares, a que mais me interessava era a música. No final dos anos 1960, mudei para a capital. As portas se abriram e logo eu estava no Festival da Record de 67. Minha música era Dadá Maria e foi defendida pela Gal Costa e pelo Silvio Cesar. Na virada para os 1970, a música silenciou. Fui fazer jingles publicitários para sobreviver. Nesse tempo já havia me identificado totalmente com a música caipira.
Com meus lucros publicitários, criei o Grupo Água, até que, um dia, a Elis Regina ouviu Romaria e nos convidou para acompanhá-la na gravação. Foi um grande sucesso que mudou minha carreira e criou um grande espaço para que a música do interior invadisse o mercado. Outras parcerias também marcaram a minha história. Com Amir Sater, por exemplo, fizemos dois grandes sucessos que sustentaram nossas carreiras: “Um Violeiro Toca” e “Tocando Em Frente”. Já com Pena Branca e Xavantinho, gravamos o disco “Ao Vivo em Tatuí”, que se transformou num marco no gênero caipira. Meu projeto de vida é dar continuidade ao meu sonho de divulgar e difundir cada vez mais o espírito do caipirismo valeparaibano, não pela repetição das velhas formas, e sim pelo potencial que esse universo cultural oferece para que, como sempre, a música brasileira avance em direção ao futuro, coerente com a evolução, naturalmente contemporânea.”