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Exposição Atravesse mostra o Recife dos anos 30 e 40 através de intervenções artísticas

A exposição Atravesse, criada pelo coletivo @atra_vesse, está em cartaz, até o dia o próximo domingo (30/05), na Livraria Jaqueira do Recife Antigo. A mostra, leva o público para um encontro com as memórias do cotidiano da cidade, com desenhos e intervenções sobre imagens das décadas de 1930 e 1940. Inicialmente, o acervo foi divulgado […]

Exposição Atravessa _ Divulgação

A exposição Atravesse, criada pelo coletivo @atra_vesse, está em cartaz, até o dia o próximo domingo (30/05), na Livraria Jaqueira do Recife Antigo. A mostra, leva o público para um encontro com as memórias do cotidiano da cidade, com desenhos e intervenções sobre imagens das décadas de 1930 e 1940.

Inicialmente, o acervo foi divulgado inicialmente nas redes sociais, e e agora ganham espaço físico. As peças têm tamanhos grandes e versões em proporção de cartão-postal.

“A cidade que eu atravesso é a mesma que me atravessa”, essa frase, colada em uma parede no Centro da cidades, foi o ponto de partida para a exposição Atravesse.

Atravesse é um conceito, uma conexão entre a gente e a cidade, de imersão nas temporalidades, nas vidas presentes, passadas e futuras, explica a arquiteta Cicília Oliveira. A primeira coleção do coletivo é dedicada às pontes do Recife, mostrando sua conexão com a cidade e suas histórias.

Sobre o Coletivo Atravesse:

O coletivo foi criado por Cicília Oliveira, Dirceu Marroquim e Raul Kawamura em meio à pandemia, como um respiro e resgate de um Recife que passa por momentos difíceis.

Moradores do Recife e pesquisadores, Cicília e Dirceu dedicaram parte da suas vidas aos estudos sobre patrimônio. “Eu e Dirceu tínhamos essa vontade quase inquietante de discutir a cidade. E temos a ideia de expandir para outros locais.”, comenta a arquiteta.

Ela, assim como Dirceu, teve a vida permeada por arte. “Muito mais do que decorrente das nossas profissões, a arte sempre nos encantou. Tanto eu como Dirceu sempre fomos apaixonados por cartões-postais, inclusive costumávamos nos presentear mutuamente”, revela Cecília.

Para dar vazão à discussão, a dupla convidou o designer Raul Kawamura para dar forma a produtos que expressassem o Recife, principalmente as pontes. Assim foi criada a coleção Pontes do Recife. Os primeiros quadrinhos produzidos pelo coletivo tiveram o tamanho de cartões, para que resgatassem a ideia de enviar para alguém uma espécie de carinho.

Para o curador Enrique Andrade, o coletivo se coloca na guerrilha da disputa cotidiana pela cidade e seus usos justos, plurais, humanos e democráticos, construindo um diálogo entre os campos artísticos, arquitetônicos, históricos e patrimoniais.