Um dos palcos mais queridos e resistentes da cidade está em festa! O Cineteatro do Parque, um verdadeiro oásis cultural no coração da Boa Vista, completa 110 anos de história no próximo domingo (24), e a comemoração será em grande estilo: uma maratona de cinco dias de programação gratuita, que começa já nesta quarta-feira (20). A Prefeitura do Recife preparou uma festa que abraça todas as artes que fazem parte da alma do teatro, do circo à música, do cinema à dança. É a oportunidade perfeita para celebrar e ocupar esse espaço que é um capítulo vivo da memória recifense.
Os ingressos são gratuitos para quase todos os eventos e serão distribuídos na bilheteria do teatro, uma hora antes de cada apresentação. A única exceção é a pré-estreia do filme “O Último Azul”, de Gabriel Mascaro, que teve ingressos vendidos à parte e já estão esgotados.
Confira a programação dos 110 anos do Cineteatro do Parque:
A festa começa na quarta-feira (20), às 19h, com um concerto especial da Banda Sinfônica do Recife, que vai contar com a participação do Coral Edgard Moraes e do cantor Almir Rouche, trazendo um repertório vai de trilhas sonoras de filmes a clássicos de Capiba e Edgard Moraes.
Na quinta-feira, dia 21, a partir das 19h, o Balé Bacnaré, que é Patrimônio Vivo do Recife, apresenta o espetáculo “Nações Africanas”, uma celebração vibrante das heranças africanas e afro-brasileiras que formam a nossa cultura. A noite de sexta (22) será dedicada ao cinema, com a pré-estreia do premiado longa “O Último Azul”, do recifense Gabriel Mascaro, que já está com ingressos esgotados!
A programação do sábado (23) será em dose dupla! Às 17h30, no jardim do teatro, a artista Rebeca Gondim apresenta o espetáculo de dança “Revinda”. Logo depois, às 19h, a noite esquenta com o show da banda Mombojó, que celebra os 21 anos do seu álbum de estreia, “NadadeNovo”, tocando sucessos como “A Missa” e “Faaca”.
E no domingo (24), dia oficial do aniversário do Cineteatro do Parque, a festa começa às 16h com o espetáculo circense “Picadeiro Pernambuco”, da Trupe Carcará. Para fechar a programação, às 17h30, o aclamado Grupo Magiluth apresenta no jardim a montagem “Luiz Lua Gonzaga”, uma homenagem potente e poética ao Rei do Baião.
Essa é a chance de retribuir um pouco de todo o encanto que o Teatro do Parque nos deu em 110 anos. Mais do que espectadores, somos todos parte dessa história. Então, já sabe, né? Programação cultural totalmente gratuita durante toda a semana pra você celebrar o aniversário de um dos palcos mais importantes da nossa cidade.
–
Conheça mais sobre a história do Cineteatro do Parque:
Inaugurado em 24 de agosto de 1915, o Teatro do Parque é muito mais do que uma casa de espetáculos; é um personagem vivo na história do Recife. Localizado na emblemática Rua do Hospício, no bairro da Boa Vista, ele é um dos últimos grandes sobreviventes da era dos “cinemas de rua”, quando as salas de exibição eram pontos de encontro e efervescência social.
O local já foi palco para tudo que a arte pode oferecer: das primeiras exibições do cinema mudo a grandes lançamentos de filmes, de peças de teatro de vanguarda a shows de música que marcaram época, passando por apresentações de dança, ópera e até espetáculos de circo. Essa versatilidade fez dele um dos equipamentos culturais mais dinâmicos e importantes da cidade por décadas.
Como muitos cinemas de rua, o Teatro do Parque também enfrentou períodos de dificuldade e chegou a fechar as portas, deixando uma lacuna na vida cultural da cidade. No entanto, sua importância como patrimônio afetivo e arquitetônico falou mais alto. Após um longo e minucioso processo de restauração e modernização, promovido pela Prefeitura do Recife, o teatro reabriu em 2020, totalmente renovado, mas preservando suas características históricas originais.
Atualmente, o Cineteatro do Parque é um equipamento cultural público pulsante. Com uma programação diversa e muitas vezes gratuita, ele voltou a ser a “casa” de corpos artísticos da cidade, como a Banda Sinfônica do Recife, e um palco acessível para artistas locais e nacionais. Com 110 anos, ele não é apenas uma peça de museu, mas um espaço ativo que continua a construir a memória cultural do Recife, conectando o passado ao presente e se afirmando como um verdadeiro símbolo de resistência e amor à arte.
–