PUBLICIDADE

Lia de Itamaracá é confirmada no Baile do Menino Deus de 2024

A pernambucana Lia de Itamaracá, considerada a Rainha da Ciranda, está escalada para abrilhantar o “Baile do Menino Deus: Uma brincadeira de Natal”. O espetáculo popular será realizado nos dias 23, 24 e 25 de dezembro, às 20h, no Marco Zero. A participação inédita de Lia no Baile do Menino Deus é para entoar a […]

Lia de Itamaracá nas gravações do Baile do Menino Deus - Créditos: Morgana Narjara
Lia de Itamaracá nas gravações do Baile do Menino Deus - Créditos: Morgana Narjara

A pernambucana Lia de Itamaracá, considerada a Rainha da Ciranda, está escalada para abrilhantar o “Baile do Menino Deus: Uma brincadeira de Natal”. O espetáculo popular será realizado nos dias 23, 24 e 25 de dezembro, às 20h, no Marco Zero.

A participação inédita de Lia no Baile do Menino Deus é para entoar a canção da burrinha Zabilin, personagem icônico do auto natalino, e fortalece, agora sob testemunho da plateia, o envolvimento entre o espetáculo e a artista estreitado em 2021, quando Lia participou do filme dirigido pela cineasta Tuca Siqueira.

“Chamam Lia de Itamaracá deusa e rainha. Ela merece os títulos. Da vida quieta em sua ilha, cantando e dançando cirandas, Lia ganhou os palcos do Brasil e do mundo. No ano de 2021, ela cantou no filme do ‘Baile do Menino Deus’. Ficou o sonho de que ela subisse ao palco do espetáculo. Neste ano de 2024, a deusa e rainha da ciranda, nossa amada Lia de Itamaracá, estará girando conosco na roda do nosso Baile”, diz Ronaldo Correia de Brito, criador e diretor do Baile.

Com expectativa de atrair um público de mais de 70 mil pessoas, o Baile do Menino Deus também terá transmissão ao vivo pelo YouTube. Na encenação nacional, renas, trenós, neve, pinheiros, papai Noel dão lugar a maracatus, pastoris, cavalo-marinho, caboclinho, frevo e personagens representativos da alma brasileira a partir da miscigenação cultural entre os povos indígena, negro e ibérico. 

O espetáculo escrito há 41 anos por Ronaldo Correia de Brito e Assis Lima, com músicas de Antônio Madureira, tem versão em livro com mais de 700 mil exemplares, já virou filme e é rito de passagem para vários artistas de expressão nacional, como Elba Ramalho, Chico César, Tizumba, Silvério Pessoa, entre outros.

O espetáculo desempenha um duplo papel de construir, absorver e dar visibilidade à formação da identidade brasileira – de ontem e hoje – e estimular reflexões a partir do diálogo com questões contemporâneas relativas a inclusão, diversidade, representatividade, ecologia e dilemas sociais como pobreza, desigualdade e acesso a oportunidades. Nos anos recentes, o espetáculo contou com um José indígena e uma Maria negra e abordou a destruição do meio ambiente pelo ser humano a partir da representação de queimadas nas florestas – temas atuais e sob efervescente debate.