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Nova exposição do Paço do Frevo será inaugurada no próximo dia 29 de maio

A nova exposição Frevo Vivo vai mostrar o frevo de hoje, nos seus diversos territórios, dentro e fora do estado.

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Larissa Lima

Nova Exposição do Paço do Frevo - Crédito Hugo Muniz

O Paço do Frevo, nosso palácio dedicado a esse ritmo que é a alma do Recife, vai apresentar a maior transformação da sua história! Depois de uma grande reforma no prédio, a nova exposição principal, chamada “Frevo Vivo”, vai ser inaugurada no dia 29 de maio, às 19h, totalmente renovada e com entrada gratuita nesse dia.

Na abertura da nova exposição, os visitantes serão recebidos pelo Quinteto Pernambucano, que mistura o frevo com a música armorial, e pelo frevo rasgado da Orquestra do Maestro Oséas. E pra abençoar tudo, o Ilê Axé Ojuomi vai saudar o Paço com muita energia, canto e dança!

Segundo Luciana Félix, diretora do Paço, essa é a maior novidade em 11 anos do espaço e mostra a preocupação em cuidar desse patrimônio tão importante pra gente. A continuação da exposição “Frevo Vivo”, que começou no térreo e agora chega ao terceiro andar, é um reconhecimento a quem faz o frevo acontecer todos os dias. “É a expressão pura de nossa identidade e do nosso orgulho”, comemora Luciana. Pra vocês terem ideia, o Paço é o museu público municipal mais visitado da capital, com mais de 1 milhão de pessoas desde que abriu.

O Conceito da Nova Exposição

A ideia principal da mostra Frevo Vivo é mostrar que o frevo não é só no Carnaval, ele vive o ano inteiro em cada canto do Recife e de Pernambuco. A nova exposição principal vai mostrar o frevo de hoje, nos seus diversos territórios, dentro e fora do estado. E quem faz essa inovação acontecer são as comunidades. Se o centro da cidade é o palco, as comunidades da periferia são os bastidores que renovam e recriam o frevo.

A nova exposição vai levar a gente para os bastidores e apresentar os personagens que fazem o frevo ser o que é, mostrando os lugares onde ele acontece com mais força: os bairros do Recife e de Olinda, as cidades do interior e até os cantinhos do Brasil e do mundo onde o frevo pulsa.

Em duas salas imersivas, a tecnologia vai nos fazer mergulhar na dança e na música. Em “Nós no Frevo”, uma projeção com direção da passista e professora Rebeca Gondim, junto com espelhos, vai convidar a gente a cair no passo com coreografias inéditas e a diversidade dos corpos dos passistas. Já na sala “No Compasso do Frevo”, a gente vira maestro! Ao som de uma música original do maestro pernambucano Rafael Marques e da cantora Isadora Melo, dá pra gente comandar a música, destacando cada instrumento e escolhendo se ela vai tocar no ritmo do frevo de rua, frevo de bloco ou frevo-canção.

Os estandartes e flabelos, que já estavam no Paço, ganham ainda mais destaque na nova Praça do Frevo, agora em vitrines e no alto da sala. Fotos e textos contam a história dos territórios e comunidades. Três quadros grandes com efeito de transição mostram cenas e personagens do Carnaval em momentos diferentes. Telas touch dão acesso a instalações interativas com sons, e um telão mostra dez personalidades do frevo contando suas lembranças do período carnavalesco.

Os bonecos gigantes tradicionais também vão ter seu espaço na Praça do Frevo, que também recebe as apresentações artísticas do museu. Eles vão se revezar em duplas ao longo dos meses, numa homenagem do Paço a esses gigantes da nossa tradição. Pra abrir a exposição, o Homem da Meia-Noite e a Mulher do Dia vão dar as boas-vindas aos visitantes.

A curadoria da exposição “Frevo Vivo” é da equipe do Paço do Frevo, e o novo projeto é da arquiteta Stella Tennenbaum. E desde fevereiro, o Paço já mostra sua nova identidade visual, criada pela artista Joana Lira em parceria com os estúdios AllesBlau e Ligatura, com a ideia de misturar o corpo do folião com os lugares onde o frevo e o Carnaval acontecem.

O investimento é da ordem de R$ 5 milhões em recursos incentivados via Lei Rouanet, mecanismo de fomento do Ministério da Cultura. A exposição tem apresentação do Instituto Cultural Vale e patrocínio da Nubank.

IDENTIDADE VISUAL – O novo pavimento será entregue em maio, mas, desde fevereiro, o Paço do Frevo se apresenta – e se amostra – com sua nova identidade visual estampada pelos ambientes da casa. A criação é da artista visual e designer pernambucana Joana Lira em parceria com os estúdios AllesBlau e Ligatura. Um dos eixos criativos é a simbiose entre o corpo folião e o território por onde Frevo e Carnaval se expandem, como diz Joana. A artista também assina a instalação “Massa Delirante”, afixada em uma das paredes do salão nobre da exposição principal.

“O Carnaval é o momento em que as ruas se transformam em morada de grandes massas, como um corpo coletivo. Um organismo vivo que se molda ao espaço, se contrai e se expande – por dentro e por fora e ao som do Frevo, que é efervescente, pulsante, expressivo, agitado, rebelde, orgânico, sinuoso, diverso, imperfeito, multifacetado, multiforme e improvisado. Tudo isso inspirou a criação da nova identidade visual do Paço, um sistema de comunicação visual composto por um alfabeto de corpos livres e articulados em movimento, mesclados por grafismos que representam as frequências sonoras do Frevo.”

O museu Paço do Frevo fica localizado na Praça do Arsenal da Marinha, s/n, no Recife Antigo. O funcionamento é de terça a sexta, das 10h às 17h e nos sábados e domingos, das 11h às 18h. Os ingressos para acessar o museu custam a partir de R$ 5 (meia entrada) com entrada gratuita às terças-feiras. Mais informações no site pacodofrevo.org.br ou no Instagram @pacodofrevo