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Casa do Carnaval é reaberta ao público com exposição “Ciranda de Todos Nós”

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Larissa Lima

Casa do Carnaval - Foto: Rodolfo Loepert/PCR

Na última terça-feira (31), a Prefeitura do Recife devolve ao público recifense a Casa do Carnaval, localizado no Pátio de São Pedro. No mesmo dia, o Iphan confirmou a revalidação do Frevo e o registro da Ciranda como patrimônios culturais imateriais do Brasil.

“A gente faz essa reabertura hoje com uma exposição que faz referência à Ciranda, a “Ciranda de Todos Nós.” Aqui a gente também celebra no dia de hoje que a ciranda virou patrimônio cultural do nosso País. Então, se você não conhece, vem até o Pátio de São Pedro visitar a Casa do Carnaval e celebrar a nossa cultura”, convidou o prefeito. 

A cerimônia de entrega das obras contou com a presença de Lia de Itamaracá, que está entre as pessoas homenageadas nas paredes da exposição, e de Cristina Andrade cirandeira do Recife.

O Centro de Formação, Pesquisa e Memória Cultural Casa do Carnaval reabre agora as portas para o atendimento presencial do público, com instalações físicas e acervos recuperados. O local também recebeu novos projetos expositivos e de climatização.

“Com essa reabertura, devolvemos a Casa do Carnaval ao povo do Recife, também o centro de formação, estudo e pesquisa. É um momento de muita emoção, mas também de resgate da nossa história para construir o futuro que queremos para a nossa cidade”, disse Ricardo Mello, secretário de Cultura do Recife. 

A Casa do Carnaval é um importante espaço de memória, construção e preservação das tradições e manifestações da cultura pernambucana. A visitação pode ser feita de segunda a sexta-feira, das 9h às 16h. 

EXPOSIÇÃO – Para a reabertura, a Casa do Carnaval convida o público a entrar na roda da exposição “Ciranda de todos nós”, em celebração ao ritmo que acaba de ser registrado Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil. A exposição conta a história da tradição, feita de dança e música, tecida na oralidade e repassada literalmente de mão em mão, nos círculos geracionais que ainda se sucedem na Zona da Mata Norte e no litoral da Região Metropolitana do Recife.

A mostra retrata as origens, a geografia e a indumentária da ciranda, além de exibir instrumentos musicais e celebrar mestres e mestras que já giraram essa roda, com citações impressas nas paredes. No chão, projeções conduzem até os menos habilidosos pés na geometria da cadência cirandeira. Para ouvir as músicas e histórias da ciranda, QR Codes espalhados na exposição convidam à experiência sonora do agora declarado patrimônio cultural.