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CAIXA Cultural Recife recebe o Baile do Mestre Cupijó de 17 a 19 de abril

O evento é uma celebração aos ritmos amazônicos e conta com repertório repleto de Siriá, Banguê, Mambo e outros ritmos autênticos do Baixo-Tocantins

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Larissa Lima

Baile do Mestre Cupijó - Crédito Lilis Moreira

A CAIXA Cultural Recife vai receber, de 17 a 19 de abril, o “Baile do Mestre Cupijó: Herança Musical do Baixo Tocantins”. Prepare-se pra um show cheio de metais e um swing que só a Amazônia tem, com a banda Baile do Mestre Cupijó trazendo pra gente o Siriá e o Banguê, aqueles ritmos arretados que Mestre Cupijó, lá do Pará, popularizou. Os ingressos já estão à venda no site da CAIXA Cultural. E a boa é que a classificação é livre, então pode trazer a família toda!

No repertório, a banda mistura as músicas clássicas do Mestre Cupijó com as autorais deles, mantendo viva a tradição desses ritmos que são a cara da Amazônia. E pra quem curte história, vai ter música dos álbuns “Siriá” (de 1974) e “Mestre Cupijó e Seu Ritmo” (de 1975), que estão completando 50 anos! É pra sentir a energia de toda uma época.

E pra deixar o show ainda mais imersivo, o artista Luan Rodrigues (Kambô Art) vai fazer umas projeções visuais que usam elementos gráficos e realidade aumentada pra gente se sentir no meio da cultura do Baixo-Tocantins. Vai ser uma viagem!

Na sexta (18), depois do show, vai rolar um bate-papo com a galera do espetáculo pra contar mais sobre a história e o legado do Mestre Cupijó, mostrando a importância dele pra cultura do Pará e do Brasil. E no sábado (19), o show vai ter tradução em Libras, pra todo mundo poder curtir junto.

Quem foi Mestre Cupijó?

Nascido lá em Cametá, no Pará, Mestre Cupijó (1936-2012) foi um ícone da música do estado e o cara que botou o Siriá, o Banguê e o Samba de Cacete no mapa do Brasil. Em 2022, o Siriá virou Patrimônio Cultural Imaterial do Pará, e no ano seguinte, a obra do Mestre também recebeu esse reconhecimento.

A banda Baile do Mestre Cupijó faz jus à grandeza desse mestre da música, mostrando a riqueza da nossa cultura. Eles lançam músicas novas, mas sempre com aquela pegada autêntica da região, mostrando que o som deles atravessa gerações.

A banda até participou do documentário “Mestre Cupijó e seu ritmo”, dirigido pela Jorane Castro, que é sobrinha do Mestre. O filme conta a vida e a obra dele, mostrando o quanto ele contribuiu pra música amazônica e brasileira. Em 2024, a banda lançou o primeiro álbum de estúdio deles, com 15 músicas, e um DVD que mostra a energia dos shows ao vivo. Uma das músicas do álbum, “Caboclinha do Igapó”, tem a participação especial da rainha Dona Onete, do Felipe Cordeiro e do DJ Waldo Squash. Que time!

Um presente da CAIXA Cultural: Esse show faz parte das comemorações dos 45 anos da CAIXA Cultural e dos 13 anos da unidade aqui do Recife. A programação de 2025 quer convidar todo mundo a “culturar”, a viver a cultura como uma coisa viva nos espaços da CAIXA, que tem unidades em várias cidades do Brasil. E a boa notícia é que em 2025 a CAIXA vai inaugurar o primeiro espaço cultural deles lá no Norte, em Belém do Pará. Sinal de que a cultura brasileira tá cada vez mais forte!