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Lu Ferreira estreia a exposição “Tropeço do Passista” no Museu Regional de Olinda nesta sexta-feira (14)

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Larissa Lima

Lu Ferreira - Crédito Mitsy Queiroz (1)

A partir desta sexta-feira, 14 de agosto, às 19h, as artes visuais ganham um capítulo arrebatador nas ladeiras históricas de Olinda. A Sala Laura Nigro, no Museu Regional de Olinda, abre as portas para a exposição “Tropeço do Passista” do artista pernambucano Lu Ferreira.

Com curadoria assinada por Elizabeth Bandeira e apoio da Galeria Marco Zero, a mostra reúne uma série de pinturas onde o risco, a improvisação e a aceitação do erro deixam de ser temores e passam a atuar como verdadeiras ferramentas de criação. A noite de abertura será totalmente gratuita e embalada pelos DJ sets de Acasse (festa Revérse) e BRENDB (Date Nights).

A Epifania no Carnaval: Quando a Queda Vira Passo

Natural da Muribeca, em Jaboatão, e radicado há anos no Sítio Histórico de Olinda, Lu Ferreira vive imerso na atmosfera efervescente que mistura frevo, jazz, dub, frevo e artes plásticas. A inspiração central para a série de obras nasceu de uma cena que o artista presenciou durante um Carnaval nas ladeiras de Olinda.

Ao observar um passista de frevo perder o equilíbrio e contornar uma queda perigosa com um movimento ágil e improvisado, colocando-se imediatamente de volta ao ritmo frenético da música, Lu Ferreira teve uma epifania. A sombrinha de frevo não era apenas um adereço, mas uma extensão do próprio corpo do dançarino — um escudo e uma alavanca para transformar o erro em arte.

Para a curadora Elizabeth Bandeira, a sombrinha funciona como um instrumento: “Ela viabiliza o artista tropeçar no erro e não temê-lo, pois este é um cavalo solto de força livre, do qual se pode guardar o casco em amoroso fetichismo. A série de trabalhos apresenta na sua modelagem uma certa identidade cultural da cidade, que tem o drible e o dinamismo como ferramenta principal de sustentação”, ressalta Elizabeth.

A liberdade cênica do passista reflete-se diretamente nos materiais e suportes escolhidos por Lu Ferreira. O artista rompe com o rigor tradicional da pintura acadêmica ao colocar em diálogo superfícies e ferramentas inusitadas:

  • Superfícies: Vão desde o refinado papel Fabriano até lonas de construção encontradas em armazéns do bairro;
  • Ferramentas: Além dos pincéis clássicos, o artista utiliza escovas de dente, escovas de aço e fibras naturais de vassoura para imprimir texturas e ranhuras vivas nas telas;
  • Camadas de Pigmento: Sobreposições densas de tinta a óleo, carvão, lápis, acrílica e giz pastel que convidam o espectador a enxergar o corpo e a tela como organismos em permanente transformação.

Mediações Culturais e Ações Educativas

Além das obras em exposição, o projeto conta com um programa educativo conduzido pelo mediador Marcone Malaquias. Os encontros e mediações culturais abertos ao público acontecerão ao longo de nove datas entre agosto e setembro: 14, 20, 21, 29 e 30 de agosto; e 3, 4, 10 e 11 de setembro.

O museu também disponibilizará agendamentos especiais para grupos escolares, ONGs, instituições e aparelhos culturais interessados em vivenciar a mediação guiada.

📝 Serviço — Exposição “Tropeço do Passista” de Lu Ferreira

  • Abertura: Sexta-feira, 14 de agosto de 2026, às 19h.
  • Onde: Sala Laura Nigro — Museu Regional de Olinda (Rua do Amparo, 128 – Amparo, Olinda – PE).
  • Curadoria: Elizabeth Bandeira | Apoio: Galeria Marco Zero.
  • Atrações Musicais na Abertura: DJ Sets de Acasse e BRENDB.
  • Entrada: Totalmente Gratuita.
  • Ações Educativas: Com Marcone Malaquias (dias 14, 20, 21, 29 e 30/08; e 03, 04, 10 e 11/09).