O Paço do Frevo, centro de referência da nossa cultura no Bairro do Recife, acaba de inaugurar a exposição temporária “Maracatu – Antropologia Visual”. A mostra, que ocupa o térreo do museu, propõe uma jornada estética e científica pelas tradições afro-pernambucanas, unindo a força do Maracatu de Baque Virado e a vibração do Baque Solto.
A exposição é um verdadeiro presente para quem deseja entender como o Maracatu se transformou e resistiu ao longo do tempo, utilizando a imagem como ferramenta de pesquisa e celebração.
Quatro Gerações, Um Olhar Ancestral
O grande diferencial desta mostra é a curadoria de Augusto Lins Soares, que reuniu o trabalho de quatro nomes fundamentais de diferentes épocas para contar essa história através de 40 fotografias:
- Lula Cardoso Ayres (1910-1987): O olhar clássico e artístico de um dos maiores nomes das artes plásticas em Pernambuco.
- Katarina Real (1927-2006): A antropóloga norte-americana que se apaixonou pelo Recife e registrou nossas festas com rigor científico e paixão.
- Fred Jordão (1964): O fotógrafo e documentarista contemporâneo que traz o registro pulsante das últimas décadas.
- July P. (2000): A nova geração, trazendo o debate sobre corpos dissidentes e novas formas de visibilidade dentro do território tradicional.
Para quem visita o Paço, a experiência vai além das molduras. O público poderá conferir um acervo rico que inclui vídeos históricos com registros de nomes sagrados como Dona Santa e Mestre Salustiano; o legado de Chico Science & Nação Zumbi, mostrando como o Maracatu influenciou o Manguebeat e o rock mundial; além de indumentárias, capas de discos, obras de arte e publicações raras que fazer parte da identidade do Maracatu.
📝 Serviço — Exposição Maracatu: Antropologia Visual
- Onde: Paço do Frevo (Praça do Arsenal da Marinha, 91, Bairro do Recife).
- Horários:
- Terça a sexta: 10h às 18h.
- Sábados e domingos: 11h às 19h.
- Ingressos: R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia).
- Dica Extra: Às terças-feiras, a entrada no Paço do Frevo é gratuita para todos!
Dica RecifeMais: Não deixe de conferir os registros da antropóloga Katarina Real. Ela foi uma das primeiras a documentar o Maracatu com uma profundidade que ajudou o mundo a entender a importância das influências africanas na nossa cultura. É uma aula de história visual!
E aí, RecifeMais! Qual nação de Maracatu faz o seu coração bater mais forte na hora do baque? Conta pra gente nos comentários! 🥁👑🎭✨