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5 Produções Pernambucanas incríveis pra você assistir

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Larissa Lima

5 Produções Pernambucanas Incríveis

Só quem tem um amor gigante por Pernambuco sabe a alegria que dá chegar no cinema e vê nossa terrinha sendo mostrada pro mundo. O cinema feito em Pernambuco é um dos mais produtivos e criativos do país, tendo como principal foco as questões sociopolíticas que retratam os abismos e dramas sociais brasileiros.

O Cinema Pernambucano chegou no seu auge com o filme Bacurau, de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, onde saiu vencedor da categoria júri popular no Festival de Cannes de 2019, uma das maiores premiações do mundo. Pega essa moral aí!

E se você é cinéfilo como gente e fica doido pra assistir um filme massa no final de semana, com certeza vai adorar essas indicações de produções pernambucanas incríveis! Então chama a boyzinha ou o boyzinho, prepara a pipoca e vamo simbora!

Lama dos Dias

Com direção de Hilton Lacerda e Hélder Aragão, a série “Lama dos Dias” respira o clima do início da décade de 1990 no Recife no período que surgiu o movimento Manguebeat na capital pernambucana. A série conta com 7 episódios, de 26 minutos cada, e mostra como o Manguebeat foi capaz de mudar a história da cidade e transformá-la em uma urbe pulsante com uma cena cultural intensa.

“A série trata da turma que está vendo a manguebeat nascer, mas que não era necessariamente a turma da Mundo Livre S.A. ou da Nação Zumbi, mas de várias bandas e turmas da cidade, focando uma banda fictícia. Além de toda a reconstituição de época, eu tive que fazer todo o repertório dessa banda, compor as músicas e conceitualizá-la, enfim todo um universo, porque, como fica difícil licenciar música de época, tive que criar tudinho”, conta Helder Aragão, o nosso querido DJ Dolores.

O elenco traz nomes como Júlio Machado, Maeve Jinkings, o pianista Vítor Araújo e a cantora Louise França, filha de Chico Science. Além deles, a série também trás nomes que fizeram parte daquela cena e que aparecem como figuração fazendo o papel delas mesmos, como Roger de Renor, Paulo André Pires, Fred Zero Quatro, Quéops Ferraz, entre outros.

Era Uma Vez Eu, Verônica.

Verônica, interpretada por Hermila Guedes, tem 24 anos e vive uma fase de transição. Recém formada em Medicina, ela agora se dedica ao início da vida profissional em um ambulatório de hospital público.

A personagem agora atravessa um momento crucial em sua vida, um momento pleno de incertezas: sobre sua escolha profissional, sobre seus laços afetivos, sobre sua capacidade de lidar com a vida nova que se aponta daqui pra frente.

Uma noite, ao voltar para casa, ela resolve usar o gravador para falar de seus próprios problemas. O início segue o melhor estilo dos contos de fadas, com o clássico “era uma vez”.

Era uma vez eu, Verônica é um conto de fadas ao contrário, sem fadas, sem casamentos, sem sonhos. Uma história que se revela através de aventuras, desventuras, desejos e canções.

O filme é dirigido pelo cineasta Marcelo Gomes, que também é diretor do documentário Estou Me Guardando para Quando o Carnaval Chegar, que fala sobre os moradores da cidade de Toritama, e também do longa Cinema, Aspirinas e Urubus.

RioDoce/CDU

O longametragem de Adelina Pontual, mostra uma viagem pelos subúrbios de Olinda e Recife seguindo o itinerário da linha de ônibus Rio Doce/CDU.

Pra quem mora em Recife ou Olinda conhece bem a “viagem” que essa linha faz. O RioDoce/CDU cruza parte das duas cidades, passando por antigos bairros, revelando uma diversidade de paisagens urbanas e de tipos humanos que habitam aqueles logradouros, ali trabalham, ou apenas se deslocam de um ponto a outro.

Árido Movie

O sertão do Nordeste do Brasil, mais precisamente o Vale do Rocha, é o território real e simbólico de Árido Movie: um filme que utiliza, na narrativa de várias histórias, a estratégia das cabras sertanejas que seguem qualquer trilha que apareça, sempre no intuito de achar água.

Com direção de Lírio Ferreira, Árido Movie narra a escassez em um universo onde a modernidade planta, ao lado das catingueiras, suas torres de telefonia celular e provedores de Internet, mas mantém como um desafio o acesso ao bem mais antigo, a água.

Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo

O filme é uma ficção que conta a jornada de José Renato (Irandhir Santos), um geólogo, que após uma separação, é enviado para realizar uma pesquisa onde terá que atravessar todo o sertão nordestino.

A trama fala sobre a solidão, o abandono, e sobre a dor de um amor perdido e de uma superação, tendo como plano de fundo o sertão brasileiro, no começo do século XXI. À medida que a viagem ocorre ele percebe que possui muitas coisas em comum com os lugares por onde passa.

BÔNUS: 1817, a Revolução Esquecida

O filme não é uma produção pernambucana, mas conta a história de um dos movimentos mais importantes do Brasil: a Revolução Pernambucana. Aqui nesse post a gente fala um pouquinho sobre o que foi a Revolução de 1817.

O documentário, que tem direção e produção de Tizuka Yamazaki e Ricardo Fávila, retrata a revolta através do olhar da personagem Maria Teodora da Costa (Klara Castanho) que tem um caso com Domingo José Martins (Bruno Ferrari), um dos líderes revolucionários. 

Alguns lugares importantes do Recife, como o Convento de Santo Antônio, Pátio de São Pedro, Forte do Brum, Forte 5 Pontas, Palácio das Princesas e o Terreiro Pai Adão, serviram de cenário para as filmagens.

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Saiba onde assistir todos os filmes:

Lama dos Dias – Globo Play
Era Uma Vez Eu, Verônica – Globo Play
RioDoce/CDU – Youtube, no canal ChaCinematografico
Árido Movie – Youtube
Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo – Netflix
1817, a Revolução Esquecida – Youtube, no canal TV Escola